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Quarta-feira de cinzas

E a turma vai fazendo as contas sobre o que foi o dois de agosto, dia em que a Câmara dos Deputados repetiu o Tribunal Superior Eleitoral e, impedindo o processo no Supremo, absolveu o Presidento por excesso de provas.

Calcula-se que foi um tipo de vacina. Bem sabe esta freguesia que elas são feitas de vírus atenuados, e servem para combater outros vírus. Pois se a denúncia incluía uma mala com meio milhão carregada num cooper infame pelo Rocha Loures, preposto do Presidento, o apoio parlamentar foi conseguido com o mesmo princípio: correria para liberação de emendas. Custou caro. Muito. Eis o extrato.

Mais distante mas não menos relevante, é clara a vontade de realizar a profecia do Romero Jucá, o pai Caju de Roraima, e “estancar a sangria”. Nesse torniquete não há lado ou ideologia. Tem gente interessada em todos os partidos. A ver.

Pela Folha soubemos que o Bolinha, ou Botafogo, chorou diante de seus colegas de bancada ao dizer que “poderia ter derrubado Temer, mas não o fez por ter caráter”. Exagero tremendo. Difícil encontrar alguém que reconheça tal qualidade em Rodrigo Maia. Bem como é público o puxão de orelha que ele levou da própria mãe, no sentido de ficar quieto no seu canto. Mães têm um sentido de proteção que extrapola a razão humana. Evidentemente ela conhece o filho e vislumbrou o destino que ele teria ao sucumbir a tentação de envergar a faixa presidencial. Isto é, muito provavelmente a berlinda só faria acelerar outras faixas, aquelas que, combinadas com os gradis da Papuda ou de Bangu, formam um belo desenho xadrez.

O PT, como vimos, apressou-se em garantir quórum para a votação, movimento desconexo à estratégia da oposição, que em sabida desvantagem pretendia postergar a decisão. Por quê? Ora, se tem uma coisa que une Temer a Lula, mais do que as duas vitórias conjuntas nas eleições de 2010 e 2014, quando o PMDB forneceu energia para o poste chamado Dilma, é a vontade de fazer o governo atual chegar em 2018. Temer porque teme perder o foro privilegiado e ser preso. Lula porque imagina conseguir foro sendo eleito no ano que vem, e não há melhor cabo eleitoral do que um presidente denunciado e com 5% de aprovação para fazer o estomago brasileiro roncar com saudades daquele que, ainda que já condenado, tinha vertiginosos 80% de popularidade. Ambos porque, com a caneta na mão, acreditam que poderão enfraquecer as investigações.

Precisar não precisa, mas o silêncio da UNE, da CUT e do MST falam tão alto quanto o papel dos seus parlamentares. E Rui Costa, governador petista da Bahia, exonerou secretários com mandato de deputado federal para darem uma força na quarta-feira.

O PSDB, vexadoramente, ainda não tomou medida contra o ministro Antônio Imbassahy, flagrado pelo Estadão negociando voto por emendas em plenário.

O mercado, feliz e contente com o que acreditam ser estabilidade, fruto do mau costume de ter tudo o que quer, vive dias de tranquilidade. Não percebe que a sangria estancada não é outra coisa se não uma enorme ferida tapada, infeccionada, que pode custar amputação do membro ou até a morte do organismo inteiro. Mas para seus atores, tudo bem. Sempre haverá o glorioso champanhe da indiferença. E taças às rochas!

Para encerrar, o setor de trios elétricos deve esperar pelo carnaval. A quarta-feira foi de cinzas. Vem Pra Rua, Revoltados, MBL e outros bichos mecânicos parecem bem engraxados no setor de manutenção. Não se esqueçam: “Tem que manter isso aí”.

 
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Notas soltas

Água-benta

Há quem diga que são lágrimas pelo triste espetáculo de ontem, quando a Câmara decidiu que “tem que manter isso aí”. Seja lá como for, pela manhã choveu em São Paulo. Depois de cinquenta dias de seca, poluição palpável e todo mundo tossindo nos coletivos, dos ônibus aos cinemas, é uma notícia boa. Chuva é água-benta. E melhor: sem atravessadores, como aqueles da bancada da Bíblia, também conhecida como seita: “a seita cheque”. (Essa é pro Venceslau.

Junto e misturado

Embarco na esquina da Paulista com a Brigadeiro, sentido Consolação, destino Lapa. Me divirto com a moça que vai sentada no banco junto à catraca. Não fosse a maldita tecnologia, ela seria cobradora. Sem o que fazer, fita pela janela o espetáculo da pluralidade na calçada da avenida.

Uma grande mancha laranja se destaca. São os pedintes de uma ong que cuida de crianças misturados a uma banda hare krishna. Música boa. Sinto inveja das saias masculinas, mas me detenho. No inverno as calças vão bem. Mas quando o verão vier, quem sabe acabo convertido. Flávio de Carvalho, escocês, hare krishna, prima Laerte, tanto faz. O bom é a liberdade que o vento representa.

Tudo muito divertido. Distraído, me dou conta que do embarque já passou meia hora e o MASP ainda não apareceu. Noto que me estrepei e adio meu compromisso lapiano. Salto e sigo a pé.

Na esquina da Augusta entendo porque a faixa de ônibus não funciona na Paulista. Entradas de garagens atrapalham, mas não merecem toda a culpa. Ocorre que ali em frente ao Banco Safra (Paes Leme para os antigos) e Center 3 a faixa virou ponto de taxi. Clandestino, é claro. Mas se a CET continuar omissa, não demora eles fazem uma casinha com banco, TV, telhado e Wi-Fi.

Palpites para a Paulista

1)   autorizar mais e mais conjuntos musicais. Arte de rua é ótimo. Mas sem geradores e amplificadores, que poluem a atmosfera em todos os sentidos. Tem que ser acústico. Quem quer ver e ouvir o show, se aproxima. Quem não quiser, merece uma alternativa;

2)   Aos domingos, na Paulista Aberta, os espaços para os shows devem ser as faixas de pedestres das transversais, mantendo o passeio livre. E alternadas, para em casos de emergência a rua ser facilmente liberada e evitar as batalhas sonoras;

3)   O asfalto por ali, comparado com o resto da cidade, é padrão Alemanha. 7X1. Dizem que há uma doação de asfalto “top” para ser gasta ali. Pra que? Melhor usar o produto em outro lugar e cuidar de uma solução para melhor circulação dos ônibus. Talvez seja trocando de lugar com a ciclovia, malfeita, tensa, repleta de degraus e gradis. Sem muito esforço dariam ótimos pontos de ônibus e canteiros. E as magrelas ficam do lado direito, até com mais mobilidade.

Pulseirinha no braço-direito

O braço-direito do uber-gestor Abílio Diniz na BRF ganhou um adereço de aço, extensivo ao pulso esquerdo, e uma temporada no confinamento. Quatro anos e dois meses de gaiola. Praga de frango pega.

José Roberto Pernomian Rodrigues, o JR, foi condenado por fraude. Meteu uns recursos, provavelmente os melhores que o dinheiro pode pagar. Perdeu todos.

O caso não tem a ver com a BRF, é anterior à sua escalação para o time do super Diniz. Mas a companhia, sabendo da capivara do distinto, o contratou mesmo assim. Para fazer o que? VP da área responsável por boas práticas de mercado.

E viva a privada iniciativa!

 
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Água-benta

Há quem diga que são lágrimas pelo triste espetáculo de ontem, quando a Câmara decidiu que “tem que manter isso aí”. Seja lá como for, pela manhã choveu em São Paulo. Depois de cinquenta dias de seca, poluição palpável e todo mundo tossindo nos coletivos, dos ônibus aos cinemas, é uma notícia boa. Chuva é água-benta. E melhor: sem atravessadores, como aqueles da bancada da Bíblia, também conhecida como seita: “a seita cheque”. (Essa é pro Venceslau.)

 

 

 
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Junto e misturado

Embarco na esquina da Paulista com a Brigadeiro, sentido Consolação, destino Lapa. Me divirto com a moça que vai sentada no banco junto à catraca. Não fosse a maldita tecnologia, ela seria cobradora. Sem o que fazer, fita pela janela o espetáculo da pluralidade na calçada da avenida.

Uma grande mancha laranja se destaca. São os pedintes de uma ong que cuida de crianças misturados a uma banda hare krishna. Música boa. Sinto inveja das saias masculinas, mas me detenho. No inverno as calças vão bem. Mas quando o verão vier, quem sabe acabo convertido. Flávio de Carvalho, escocês, hare krishna, prima Laerte, tanto faz. O bom é a liberdade que o vento representa.

Tudo muito divertido. Distraído, me dou conta que do embarque já passou meia hora e o MASP ainda não apareceu. Noto que me estrepei e adio meu compromisso lapiano. Salto e sigo a pé.

Na esquina da Augusta entendo porque a faixa de ônibus não funciona na Paulista. Entradas de garagens atrapalham, mas não merecem toda a culpa. Ocorre que ali em frente ao Banco Safra (Paes Leme para os antigos) e Center 3 a faixa virou ponto de taxi. Clandestino, é claro. Mas se a CET continuar omissa, não demora eles fazem uma casinha com banco, TV, telhado e Wi-Fi.

 

 

 

 
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Palpites para a Paulista

1)   autorizar mais e mais conjuntos musicais. Arte de rua é ótimo. Mas sem geradores e amplificadores, que poluem a atmosfera em todos os sentidos. Tem que ser acústico. Quem quer ver e ouvir o show, se aproxima. Quem não quiser, merece uma alternativa;

2)   Aos domingos, na Paulista Aberta, os espaços para os shows devem ser as faixas de pedestres das transversais, mantendo parte do passeio livre. E alternadas, para em casos de emergência a rua ser facilmente liberada e evitar as batalhas sonoras;

3)   O asfalto por ali, comparado com o resto da cidade, é padrão Alemanha. 7X1. Dizem que há uma doação de asfalto “top” para ser gasta ali. Pra que? Melhor usar o produto em outro lugar e cuidar de uma solução para melhor circulação dos ônibus. Talvez seja trocando de lugar com a ciclovia, malfeita, tensa, repleta de degraus e gradis. Sem muito esforço dariam ótimos pontos de ônibus e canteiros. E as magrelas ficam do lado direito, até com mais mobilidade.

 
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Pulseirinha no braço-direito

Pulseirinha no braço-direito

O braço-direito do uber-gestor Abílio Diniz na BRF ganhou um adereço de aço, extensivo ao pulso esquerdo, e uma temporada no confinamento. Quatro anos e dois meses de gaiola. Praga de frango pega.

José Roberto Pernomian Rodrigues, o JR, foi condenado por fraude. Meteu uns recursos, provavelmente os melhores que o dinheiro pode pagar. Perdeu todos.

O caso não tem a ver com a BRF, é anterior à sua escalação para o time do super Diniz. Mas a companhia, sabendo da capivara do distinto, o contratou mesmo assim. Para fazer o que? VP da área responsável por boas práticas de mercado.

E viva a iniciativa privada!

 
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Preparar para decolar

O Presidento denunciado acaba de ser absolvido pela Câmara dos deputados. Alcançou com facilidade a sugestiva marca de 171 votos, o suficiente para se livrar de um processo no Supremo Tribunal Federal. Previsível, mas ainda assim vexatório. Como podemos acreditar numa recuperação econômica e social mantendo a instituição mais alta da República ocupada por um tipo como Michel Temer?

Se tem um lado bom, digo, se algo me consola, é perceber que ainda fico indignado. Não me acostumo. E olha que a tentação de me entregar para o cinismo definitivo é grande. Proporcional à esculhambação diária que assistimos. A lição que ficou hoje para o país é a de que vale tudo. Não é nova. Mas é exemplar. A corrupção venceu mais uma vez. Anotem nos seus cadernos: “tem que manter isso aí”.

O ponto mais baixo do dia está nas linhas a seguir. Flagra de troca de voto por verba. Se o PSDB não tomar alguma providência – sim, duvido, mas vou esperar sete dias -, estou fora.

Exonerado da Secretaria de Governo para ajudar a barrar a investigação sobre Michel Temer, o deputado federal Antonio Imbassahy foi flagrado pelo Estadão negociando a liberação de uma emenda com o Deputado Alan Rick (AC) e o líder dos DemocratasEfraim Filho (PB).

“‘Aloquei um emenda impositiva para reforma do prédio da Funasa, mas ela nunca foi liberada pelo governo. O ministro disse que liberaria’, contou o parlamentar do Acre.”

Perguntado pelo jornal, Imbassahy não quis responder.

Mas ao PSDB, cujo líder Ricardo Tripoli orientou a bancada a favor da investigação, ele deve explicações. Se não as tiver, que voe do ninho. Ou voo eu.

Me lembro do André Franco Montoro, meu tio-avô. Neste trecho do filme da Monica Montoro e da Zita Carvalhosa, o Jorge Da Cunha Lima e o Ricardo Montoro contam como e por que ele renunciou ao seu primeiro mandato de vereador: justamente após um flagrante de compra de votos na Câmara Municipal.

 
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Por quê São Paulo não tem dinheiro?

Que a prefeitura de São Paulo não tem dinheiro para funcionar como precisaria todo mundo já sabe. Por sinal, sequer é novidade desta gestão. Há exageros de parte a parte, igual a tudo na vida, mas já compartilhamos aqui um levantamento da agência Lupa para evitar que pelo menos esta freguesia caríssima continue batendo chapa na cracolândia das redes sociais.

Sobre o orçamento atual, que de alguma maneira vai precisar caber nas contas quando a outra metade do ano correr, vale mais um comentário. Na entrevista de 24 horas que o prefeito João Doria no dia seguinte ao da sua eleição, tomado pelo frisson natural de quem vencia num primeiro turno inédito, ele deixou-se atropelar por um sentimento, digamos, magnânimo. Prometeu o que prudentemente evitara durante toda a campanha: não mexer na tarifa de ônibus.

Veio a transição e, para espanto generalizado, ele insistiu. Poderia ter revisto a fala com a mesma grandeza de quem afirma não ter compromisso com o erro. Só que não. Teimou, causou constrangimentos políticos desnecessários e cavou um buraco administrativo que não para de crescer. Igual ou pior que o seu salário, freguesa, o dinheiro reservado para subsidiar o transporte em 2017 foi embora na metade do prazo. 148 milhões de reais previstos para obras já foram desviados para cobrir o rombo. E não demora vão ter que tirar mais de outro bolso: Saúde, Educação, Cultura…

Economista dos mais respeitados, o inglês John Maynard Keynes cunhou a máxima: “Quando os fatos mudam, eu mudo de opinião. E você, o que faz?”. Seu xará Doria, repito, já usou o princípio várias vezes. Mais uma não vai lhe matar. Muito pelo contrário.

Mas o que eu queria dizer é como e porque chegamos à essa pindaíba. Simples: sucessivos erros históricos. Um quinhão gordo do dinheiro da cidade vai para previdência de funcionários públicos, farta de privilégios; precatórios; subsídio de ônibus.

Diante disso, o que fazer respeitando a lei? Evitar repetir erros futuros. E o que faz o prefeito? Desrespeita a lei justamente para cometer erros que vão custar caro.

A novidade é o abandono do Arco do Tietê, que desrespeita o Plano Diretor (a lei urbanística em vigor, pactuada com a sociedade) e mete o Arco do Jurubatuba.

Por que um é melhor do que o outro? O Arco do Tietê manda a cidade se desenvolver no sentido da várzea do rio homônimo, subutilizada, com infraestrutura razoável de transportes, e onde já vive a maioria da população paulistana: Zona Leste.

Já o Arco do Jurubatuba nos leva ao sul, onde um deserto imobiliário se encontra já no Morumbi, bota em risco áreas de manancial, demanda mais investimento em infraestrutura, principalmente de transportes e incluindo o absurdo de abrir novas pistas de marginal.

Vai custar caro, muito caro.

 
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Poda

Vendido quase no plano da panaceia, o fim das coligações proporcionais é hoje mais uma pílula de farinha para curar o sistema político-eleitoral brasileiro. Dizem que vai acabar com as legendas de aluguel e diminuir o espantoso número de partidos. Pode até ser. Mas não passa de poda, deixando o mal de raiz bem protegido no subterrâneo. E pode até fortalece-lo.

A constatação é fácil quando se olha para um dos principais partidos do Brasil, o PSDB, do qual sou filiado, hoje com pouca ou nenhuma relação com os princípios pretendidos na sua fundação.

Era para ser parlamentarista, defensor do voto distrital, da descentralização administrativa, da participação popular, permanecer perto do pulsar das ruas e longe das benesses oficiais.

E o que temos? Quadros importantes agarrados a um governo moribundo e denunciado, cada vez mais centralizador, avançando contra o meio-ambiente e conquistas históricas da sociedade; parlamentares que elogiam ditadores, propõem divisão entre norte e sul e até a volta do trabalho escravo.

Defendendo o Parlamentarismo e o voto distrital pra valer, que poderiam efetivamente descentralizar o poder e sintonizar representantes com o pulsar das ruas, além de diminuir drasticamente o nefasto custo das campanhas eleitorais, muito poucos.

Para mim, que vejo o PSDB como o menos ruim dos partidos em atividade, fica claro que fazer uma poda decorativa e fortalecer agremiações dessa qualidade, não resolve absolutamente nada.

 
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Não e não

última rodada da Paraná Pesquisas sobre o panorama político mostra a distensão entre a sociedade e a política. Os melhores colocados dos partidos que venceram as eleições nos últimos 24 anos têm índices de rejeição alarmantes. Lula, conhecido pela totalidade dos brasileiros (0,3% não o conhecem suficientemente para opinar) é rejeitado por 55,8% da população. João Doria, mesmo sendo o menos conhecido entre todos os nomes postos (15,4%), já alcança a impressionante marca de 42,2% de rejeição. A um ano do processo eleitoral, estes são os números que contam.

 
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