Facebook YouTube Contato

A pulseira de aço do ministro

Hoje assisti a Miriam Leitão entrevistando o novo ministro da Justiça, Torquato Jardim. Assustador. Ela começa pontuando que pretende preencher lacunas identificadas nas entrevistas que ele deu desde a posse. E ele retribui com um desfile de cinismo.

O ministro que até então ocupava a pasta da Transparência, responsável entre outras coisas por melhorar as práticas do exercício das autoridades, considera a reunião clandestina entre o Presidento e Joesley no Jaburu algo que pode se atribuir à “cultura parlamentar”, onde a informalidade impera e sem a qual um deputado não se reelege.

Ainda a respeito da reunião subterrânea, para ele o fato de um empresário polinvestigado usar um codinome para entrar na residência oficial do presidente da República, como se esta fosse um speak-easy, para ele foi só uma “quebra de segurança”.

Sobre a possibilidade de intervir na Polícia Federal ou junto aos tribunais superiores para ajudar na defesa do Governo, disse que se tivesse esse poder voltaria à iniciativa privada. O que isso significa?

A ditadura militar ele definiu como “um regime forte”.

Segurança pública, presídios, drogas? “Ainda vou fazer a lição de casa.”

Temer usar uma Medida Provisória para manter privilégio de foro para o Moreira Franco, na mesma linha que Dilma fez para o Lula?  “Parte do embate democrático.”

Estamos mal.

Parte boa? O ministro é dado a acessórios extravagantes. Usa uns anéis grossos e, no pulso esquerdo, uma pulseira de grossa e rígida de metal prateado. Fico imaginando seus pares de Esplanada olhando para ela durante as reuniões e sentindo calafrios.

 
 Share on Facebook Share on Twitter Share on Reddit Share on LinkedIn
Comentários desativados  comments 

Notas soltas para abrir junho

Gilbert Baker, 66

O doodle de hoje homenageia o Gilbert Baker, criador da bandeira LGBT, que completaria 66 anos. Eu soube graças ao protesto de um amigo, que sabe-se lá por que, não gosta de ver o arco-íris como símbolo da diversidade.

Me lembrei de uma música linda do Tom e do Chico, Imagina, que vai pelo mesmo caminho. Para mim deveria ser a canção de abertura de todas as paradas LGBT no Brasil e talvez no mundo.

Outras coisa que não sabia: a canção é de 1983 e a bandeira, de 1978 (ano do meu nascimento). Quiçá, uma tenha levado a outra. Obrigado, Google.

Parole, parole, parole

Em 2006 o neuropsiquiatra californiano Louann Brizendine publicou O cérebro feminino, afirmando que as mulheres esparramam diariamente treze mil palavras a mais do que os homens.

Da Pensilvânia, o professor de linguística Mark Liberman, contestou. Procurou a origem do estudo e só encontrou citação aproximada num livro de autoajuda, ou mais exatamente uma filipeta de aconselhamento matrimonial. Brizendine reconheceu a fragilidade e prometeu extrair o trecho das futuras edições.

O senso comum tende a concordar com a tese da Califórnia, por conta do machismo que vigora entre homens e mulheres. Sim, há exemplos de mulheres machistas, judeus nazistas, negros escravistas, gays transfóbicos. Afinal, somos humanos e complexos.

Uma anedota soma matrimônio e a suposta prolixidade feminina. O sujeito diz que não fala com a mulher há anos – que é para não interrompe-la.

Tanta tinta é para dizer que a sessão do primeiro de junho no STF deveria ser incluída nos estudos dos acadêmicos estadunidenses. As ministras Carmem Lúcia e Rosa Weber gastaram aproximadamente quinze minutos cada uma para votar com o relator. O ministro Alexandre Moraes sacrificou o microfone por uma hora e meia e, no final, pediu vistas.

Se é que interessa, acompanho as ministras que acompanharam o Luís Roberto Barroso – que para mim tem a qualidade extra de ser divertido, tanto ou mais que o Marco Aurélio. Inteligência e bom-humor são indissociáveis. Segundo ele, o privilégio de foro deve se restringir a crimes relacionados à função e relacionados ao exercício da mesma. No caso das autoridades políticas, entendo que vai na linha da imunidade parlamentar. Isto é, uma lei específica para proteger a instituição do mandato, não o cidadão que está nele.

Parla!

E o Mantega? Ministro da Fazenda com dinheiro frio no exterior. E cada vez mais enrolado com o avanço das delações. Fico imaginando a cara de bunda daquele bocó que o agrediu verbalmente num hospital e depois afinou na Justiça, se desculpando publicamente. Deve ser difícil dormir com essa dose dupla de covardia.

Em tempo, vale lembrar que o Palocci, também ministro da Fazenda lulopetista, tinha dois CPFs. Agora ambos planejam delações. Imagino que um incensado “jestor” brasileiro, conhecido por rezar e correr, correr e rezar, deve estar confuso sobre qual atividade lhe será mais útil.

Macho mesmo, só o Zé Dirceu, que além de fiel à omertà, do cárcere ainda mete um artigo revolucionário na Folha. Deveria ser estudado pelos cientistas.

Bienal de junho

Em junho de 2013 a rua estourou no Brasil. Em junho de 2015 começou no TCU o julgamento das contas do governo da Presidenta, que acabou condenada e deposta pelas pedaladas. Em junho de 2017 o TSE deve falar sobre as contas de campanha do Presidento, sobre as quais as demais investigações em curso não deixam dúvidas.

 
 Share on Facebook Share on Twitter Share on Reddit Share on LinkedIn
Comentários desativados  comments 
 Share on Facebook Share on Twitter Share on Reddit Share on LinkedIn
Comentários desativados  comments 

Haja alpiste

Há quem diga que é pequena a multa imposta aos irmãos Joesley. Na física, pagaram mais ou menos trezentos milhões de dinheiros. Na jurídica, soubemos hoje que pagarão R$ 10,3 bilhões.

Imaginando que a JBS/Friboi pagaria em espécie (botei o telefone na horizontal para fazer as contas), seriam necessárias 20.600 malas de alpiste iguais aquela entregue ao sabiá das barrinhas de cereal Rodrigo Rocha Loures Jr.

Mas o advogado contratado pelo Rodrigo Rocha Loures sênior, doutor Cezar Bittencourt, segundo a Mônica Bergamo crítico da forma como as delações são conduzidas, ataca o acordo olhando só para a multa das pessoas físicas. Diz que a os R$ 300 milhões dos Joesleys equivale a 3% do que captaram no BNDES, ou um terço do que se paga em restaurantes pelo atendimento do garçom.

 
 Share on Facebook Share on Twitter Share on Reddit Share on LinkedIn
Comentários desativados  comments 

Gorjeta 1

No domingo o Elio Gaspari deu a dica. Contou que o presidente do Cazaquistão faz reuniões importantes na sauna, o que minimamente dificulta algum tipo de grampo. E emenda lenda a respeito do Julio Campos, ex-governador do Mato Grosso. Ainda mais cuidadoso, teria recebido uma ex-namorada do Roberto Campos dentro da piscina. Pode ter sido por conta do clima. Faz calor por aquelas bandas. Ou pode ser um hábito. Na delação da Mônica Moura soubemos que a primeira conversa entre Delcidio Amaral e João Santana, no Mato Grosso do Sul, também foi na sauna.

 
 Share on Facebook Share on Twitter Share on Reddit Share on LinkedIn
Comentários desativados  comments 

Gorjeta 2

Outra lenda a respeito do governador Julio Campos gira em torno de uma das nossas grandes empreiteiras. Seu mandato foi simultâneo ao período Maluf-Marin em São Paulo, quando houve um convescote no Palácio dos Bandeirantes.

O dono de uma das grandes empreiteiras, onipresente naqueles salões, teria sido abordado pelo governador do Mato Grosso: – “Doutor X, que prazer em ve-lo. Quero elogiar seu genro. Bonito, sagaz, inteligente. Também tenho três filhas e não tive a mesma sorte. O rapaz é ótimo. Só tem um defeito. Não sabe que 10% é comissão de garçom, não de governador”.

 
 Share on Facebook Share on Twitter Share on Reddit Share on LinkedIn
Comentários desativados  comments 

Jestão

Já faz algum tempo passaram a chamar gerência de gestão. É a mesma turma que chama telefonema de “call”. Irmãos tortos daqueles que transformaram favela em comunidade, terceiro mundo em países em desenvolvimento, gari em agente ambiental.

Acharam tão bonito que até os donos das empresas adotaram o termo. Presidente? Não, gestor. Vá lá que a Gerentona Mãe do PAC tenha ajudado a migração. Mas já passou do ridículo.

Minha vingança é olhar pelo Google os prêmios de homem do ano, líder empresarial e que tais. Gente de uma capacidade ímpar, principalmente na arte de humilhar pobres mortais em busca do sonho grande. Suce$$o!

Eike Batista, Marcelo Odebrecht, André Esteves, Joesleys, Abílio Diniz. Todos nas capas das revistas de negócios, fartamente laureados.

Eis que vão migrando para as páginas policiais. Minha sensação é semelhante a de quando vejo pelo Instagram as selfies de gente sabidamente entediada aparentando curtir a vida adoidado.

A classe política hoje é a Geni, não resta dúvida. Porém convém ouvir a música inteira. “O prefeito de joelhos, o bispo de olhos vermelhos, e o banqueiro com um milhão.” Bilhão?

 
 Share on Facebook Share on Twitter Share on Reddit Share on LinkedIn
Comentários desativados  comments 

H.L.Mencken

Se você leu até aqui, freguesa, merece uma recompensa. Para você, H.L. Mencken com tradução do Ruy Castro:

“Talvez a mais valiosa de todas as propriedades humanas, depois de um ar de empáfia e superioridade, seja a reputação de bem-sucedido. Nenhuma outra coisa torna a vida mais fácil. Em 90% dos casos – e em 99% dos marxistas, que dão muito mais valor ao dinheiro do que ele merece e não param de pensar nele por um segundo –, existe um impulso irresistível para se ajoelhar (vide o prefeito da Geni) aos pés da riqueza, submeter-se ao poder que ela detém e enxergar toda espécie de superioridade nos ricos ou nos que se dizem ricos. É verdade que há sempre uma ponta de inveja expurgada de ameaça: o homem inferior, no fundo, teme fazer mal ao homem com dinheiro; tem medo até de pensar mal dele – pelo menos de alguma forma patente e ofensiva. O que paralisa o ódio natural deste homem por seu superior é, digamos, a tímida esperança de que talvez lhe sobrem até alguns trocados se for bonzinho – e que lhe renderá mais soprar do que morder.”

 
 Share on Facebook Share on Twitter Share on Reddit Share on LinkedIn
Comentários desativados  comments 

Notas soltas

Haja alpiste

Há quem diga que é pequena a multa imposta aos irmãos Joesley. Na física, pagaram mais ou menos trezentos milhões de dinheiros. Na jurídica, soubemos hoje que pagarão R$ 10,3 bilhões.

Imaginando que a JBS/Friboi pagaria em espécie (botei o telefone na horizontal para fazer as contas), seriam necessárias 20.600 malas de alpiste iguais aquela entregue ao sabiá das barrinhas de cereal Rodrigo Rocha Loures Jr.

Mas o advogado contratado pelo Rodrigo Rocha Loures sênior, doutor Cezar Bittencourt, segundo a Mônica Bergamo crítico da forma como as delações são conduzidas, ataca o acordo olhando só para a multa das pessoas físicas. Diz que a os R$ 300 milhões dos Joesleys equivale a 3% do que captaram no BNDES, ou um terço do que se paga em restaurantes pelo atendimento do garçom.

Gorjeta 1

No domingo o Elio Gaspari deu a dica. Contou que o presidente do Cazaquistão faz reuniões importantes na sauna, o que minimamente dificulta algum tipo de grampo. E emenda lenda a respeito do Julio Campos, ex-governador do Mato Grosso. Ainda mais cuidadoso, teria recebido uma ex-namorada do Roberto Campos dentro da piscina. Pode ter sido por conta do clima. Faz calor por aquelas bandas. Ou pode ser um hábito. Na delação da Mônica Moura soubemos que a primeira conversa entre Delcidio Amaral e João Santana, no Mato Grosso do Sul, também foi na sauna.

Gorjeta 2

Outra lenda a respeito do governador Julio Campos gira em torno de uma das nossas grandes empreiteiras. Seu mandato foi simultâneo ao período Maluf-Marin em São Paulo, quando houve um convescote no Palácio dos Bandeirantes.

O dono de uma das grandes empreiteiras, onipresente naqueles salões, teria sido abordado pelo governador do Mato Grosso: – “Doutor X, que prazer em ve-lo. Quero elogiar seu genro. Bonito, sagaz, inteligente. Também tenho três filhas e não tive a mesma sorte. O rapaz é ótimo. Só tem um defeito. Não sabe que 10% é comissão de garçom, não de governador”.

Jestão

Já faz algum tempo passaram a chamar gerência de gestão. É a mesma turma que chama telefonema de “call”. Irmãos tortos daqueles que transformaram favela em comunidade, terceiro mundo em países em desenvolvimento, gari em agente ambiental.

Acharam tão bonito que até os donos das empresas adotaram o termo. Presidente? Não, gestor. Vá lá que a Gerentona Mãe do PAC tenha ajudado a migração. Mas já passou do ridículo.

Minha vingança é olhar pelo Google os prêmios de homem do ano, líder empresarial e que tais. Gente de uma capacidade ímpar, principalmente na arte de humilhar pobres mortais em busca do sonho grande. Suce$$o!

Eike Batista, Marcelo Odebrecht, André Esteves, Joesleys, Abílio Diniz. Todos nas capas das revistas de negócios, fartamente laureados.

Eis que vão migrando para as páginas policiais. Minha sensação é semelhante a de quando vejo pelo Instagram as selfies de gente sabidamente entediada aparentando curtir a vida adoidado.

A classe política hoje é a Geni, não resta dúvida. Porém convém ouvir a música inteira. “O prefeito de joelhos, o bispo de olhos vermelhos, e o banqueiro com um milhão.” Bilhão?

H.L. Mencken

Se você leu até aqui, freguesa, merece uma recompensa. Para você, H.L. Mencken com tradução do Ruy Castro:

“Talvez a mais valiosa de todas as propriedades humanas, depois de um ar de empáfia e superioridade, seja a reputação de bem-sucedido. Nenhuma outra coisa torna a vida mais fácil. Em 90% dos casos – e em 99% dos marxistas, que dão muito mais valor ao dinheiro do que ele merece e não param de pensar nele por um segundo –, existe um impulso irresistível para se ajoelhar (vide o prefeito da Geni) aos pés da riqueza, submeter-se ao poder que ela detém e enxergar toda espécie de superioridade nos ricos ou nos que se dizem ricos. É verdade que há sempre uma ponta de inveja expurgada de ameaça: o homem inferior, no fundo, teme fazer mal ao homem com dinheiro; tem medo até de pensar mal dele – pelo menos de alguma forma patente e ofensiva. O que paralisa o ódio natural deste homem por seu superior é, digamos, a tímida esperança de que talvez lhe sobrem até alguns trocados se for bonzinho – e que lhe renderá mais soprar do que morder.”

 
 Share on Facebook Share on Twitter Share on Reddit Share on LinkedIn
Comentários desativados  comments 

Das barrinhas de cereal para as barras do tribunal

Revoltados, brasileiros de norte a sul querem rever o acordo de delação dos irmãos Joesley, ora conhecidos como Freeboi. Sou contra.

Como dizem, combinado não é caro nem barato. O nego foi à Justiça e entregou 1.829 políticos, incluindo três que posaram com a faixa presidencial e um que escapou por pouco. Pela ordem, Lula, Dilma, Temer, Aécio. Não é pouca coisa.

Ah, mas o Emílio Odebrecht agora acha que foi preterido. Mesmo? Pois que voe à Curitiba e dobre a oferta. É de se supor que ele tenha mais a oferecer.

Os Joesley devem entrar em cana – como escrevi aqui logo que o escândalo estourou – porque, já dizia o Tancredo, “a esperteza, quando é muita, come o dono”. Usaram informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro e têm que responder por isso. É crime para qualquer um. E pior para eles que viviam um tipo de liberdade condicional.

Estivessem no Goiás, numa “domiciliar” na fazenda, e dessem uma entrevista para o Fantástico cuidando de uns tomates no quintal, com um vira-lata ao pé, a la donCorleone, alguns conterrâneos talvez já sentissem pena deles. Nova York, apartamento e jantares milionários, iate a reboque, não ajudam a imagem de um presidiário em potencial. Dinheiro compra muita coisa, inclusive tapete persa felpudo. Quem cuida das relações públicas dos Joesleys é isso: tapete persa felpudo.

O inferno da dupla só começou. Em cada paróquia brasileira onde há algo relacionado à família tem um promotor público palpitante por uma denúncia que o leve ao JN. E muitos funcionários se entusiasmando com a ideia do tocador de apito.

Nas redes sociais grassa a campanha para que não se consuma mais nada do que eles produzem. Tenho uma tia que já emagreceu três quilos e ressuscitou os tamancos que usava nos anos 1970.

Curiosamente, outro personagem do caso só apanha na pessoa física e política. A empresa segue preservada.

Rodrigo Rocha Loures, o deputado que correu pela Pamplona com quinhentos mil reais na mala e algum frango a passarinho no bandulho (Isso é uma hipótese que levanto como agravante. Se ele foi ao Camelo e não pediu o franguinho, merece uma pena maior), é o inventor das barrinhas de cereal Nutry.

A Nutrimental, empresa fundada nos anos 1960 por seu pai, começou vendendo feijão desidratado para… merenda escolar. Até que um dia o nosso navegante maior Amyr Klink resolveu passar cem dias remando entre a África e a Praia da Espera, na Bahia. Que nome lindo, Praia da Espera.

Havia pouco espaço na canoa e o peso contava muito. Então Amyr procurou  Loures –até então gente respeitável – e encomendou um farnel para cento e tantos dias sem água e sem sal. Ideia brilhante, até porque água e sal é o que não falta no Atlântico. Chegou bem e ganhou notoriedade mundial.

Da jornada Loures guardou a receita de comida saudável, não perecível e pronta para o consumo: as barrinhas Nutry que estão ao seu lado em todas as bancas de jornal.

ATUALIZAÇÃO: Rocha Loures é suplente de deputado federal de Osmar Serraglio, que deixou o ministério da Justiça e não aceitou o da Transparência. Não que tivesse algum pendor para o cargo. Principalmente depois de flagrado envolvido na Operação Carne Fraca. Mas foi a manobra usada pelo Presidento para ameaçar Loures, seu homem de confiança até o episódio da mala do Joesley, com a perda do foro privilegiado. Por estar atrelado ao Presidento no processo, talvez permaneça no STF. Porém, agora que sentiu o bafo do cárcere com a ameaça do Presidento, pode optar pela delação premiada.

 
 Share on Facebook Share on Twitter Share on Reddit Share on LinkedIn
Comentários desativados  comments